Híbrida
CINEMA & TV

Linn da Quebrada brilha no Teddy Awards com “Bixa Travesty”

Linn da Quebrada durante o lançamento de "Pajubá" no Galpão Gamboa, Rio (Foto: Ricardo Schmidt | Revista Híbrida)

Depois de uma estreia aclamadíssima no 68º Festival Internacional de Cinema  de Berlim – Berlinale, um dos mais importantes do mundo, “Bixa Travesty”, longa que conta a trajetória e o ativismo de Linn da Quebrada, levou o prêmio de Melhor Documentário na 32ª edição do Teddy Awards, dedicado à  temática LGBT+.

Pôster oficial de "Bixa Travesty" (Foto: Reprodução)
Pôster oficial de “Bixa Travesty” (Foto: Reprodução)

Dirigido pelo casal Claudia Priscilla e Kiko Goifman, “Bixa Travesty” investiga os processos criativos de Linn, o significado político de sua arte e o impacto social que ela gera. Com participações de Liniker e Jup do Bairro, a montagem mescla apresentações ao vivo, gravações em estúdio, entrevistas e momentos da intimidade de Linn.

Linn da Quebrada durante exibição de “Bixa Travesty” na Berlinale (Foto: Reprodução Instagram)

Uma coincidência, astrológica ou não, que vale ser citada: enquanto a artista faz sua primeira turnê pela Europa,  o single “Bixa Preta” completou paralelamente um ano de lançamento. Nas redes sociais, Linn comemorou o aniversário e o prêmio, com a tag mais que apropriada #BerLinndaQuebrada.

Jup do Bairro e Linn da Quebrada comemoram 1 ano de “Bixa Preta” e o Teddy de “Bixa Travesty” na Berlinale (Foto: Reprodução Instagram)

Na entrevista para a capa da nossa primeira edição, Linha já tinha falado sobre o poder que sua música tem de levantar reflexões não só no público geral, mas também nela mesma: “Minha produção artística é também um processo de cura pra mim. Minha música me serve como arma. Eu ainda preciso escutar essas coisas que canto”, comentou.

“Bixa Travesty”, diga-se de passagem, coroou uma edição do Teddy Awards especialmente favorável à produção audiovisual brasileira, que ainda levou os prêmio de Melhor Longa-Metragem por “Tinta bruta”, de Marcio Reolon e Filipe Matzembacher; e “Obscuro barroco” (Evangelia Kranioti), corpodução greco-francesa que investiga a cena trans do Rio de Janeiro, que levou o Prêmio Especial do Júri.

Dos mesmos nomes por trás de “Beira-mar”“Tinta bruta” conta a história de Pedro, um jovem gay que, além da vida de universitário, é conhecido na internet como Garoto Neon, nnome fictício que usa para fazer shows em um site de sexo virtual.

“Obscuro Barroco” investiga a cena queer carioca, mesclando imagens do carnaval com a figura de Luana Muniz, representando a Lapa. Ativista social e autora da frase “Tá pensando que travesti é bagunça?”, Luana também já foi tema de outro documentário, Filha da Lua”, (Leonardo Menezes Rian Córdova, 2017).

Notícias relacionadas

Exclusivo! No Brasil, Sami Outalbali quer mostrar uma ‘nova forma de masculinidade’

João Ker
4 anos atrás

Apesar de enfadonho, Oscar 2018 trouxe momentos de representatividade

Maria Eugênia Gonçalves
8 anos atrás

José Padilha fala sobre O Mecanismo: “Brasil não é país de bandidos e mocinhos”

João Ker
8 anos atrás
Sair da versão mobile